segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Non, je ne regrette rien

Não, não me desculpo por nada do que fiz, nem me esqueço do que me fizeram - nem o bem, nem o mal. É-me tudo igual. Já paguei pelos meus erros e estou-me nas tintas para o passado. Quero partir do zero e recomeçar contigo...ou sozinha.

sábado, 23 de outubro de 2010

Desenchantee

Enviado por um colega.



Nager dans les eaux troubles

Des lendemains
Attendre ici la fin
Flotter dans l'air trop lourd
Du presque rien
A qui tendre la main

Si je dois tomber de haut
Que ma chute soit lente
Je n'ai trouvé de repos
Que dans l'indifférence
Pourtant, je voudrais retrouver l'innocence
Mais rien n'a de sens, et rien ne va

Tout est chaos
A côté
Tous mes idéaux: des mots
Abimés...
Je cherche une âme, qui
Pourra m'aider
Je suis
D'une génération désenchantée,
Désenchantée

Qui pourrait m'empêcher
De tout entendre
Quand la raison s'effondre
A quel sein se vouer
Qui peut prétendre
Nous bercer dans son ventre

Si la mort est une mystère
La vie n'a rien de tendre
Si le ciel a un enfer
Le ciel peut bien m'attendre
Dis moi,
Dans ces vents contraires comment s'y prendre
Plus rien n'a de sens, plus rien ne va

Tout est chaos
A côté
Tous mes idéaux: des mots
Abimés...
Je cherche une âme, qui
Pourra m'aider
Je suis
D'une génération désenchantée,
Désenchantée

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Relações Virtuais

Uma curta metragem da 7experimental.

Frase final:"E a sua vida daria um filme?" Daria e de que maneira!!!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A vingança

Em termos éticos, sobretudo na moral cristã, a vingança é tida como acção condenável - afinal, Jesus deu a outra face e até perdoou Judas. A vingança é um perpétuar de violência e numa sociedade em que ela fosse aceite de ânimo leve, não teriam fim os actos nela baseados e as suas consequências. Para mim é uma questão de justiça, ou seja, porque deixar impune quem fez o mal deliberadamente? Porque não obrigar a outra parte a sentir o mesmo que nos fez sentir? Há quem diga que a indiferença é a melhor forma de vingança, mas para quem? Para mim não é certamente e dou todo o meu aval ao ditado popular: "A vingança é um prato que se serve frio." Leve o tempo que levar, mais tarde ou mais cedo, ela cumpre-se, mesmo que indirectamente.

Kill Bill

Quentin Tarantino lançou o primeiro volume desta história fictícia em 2003. A vingança de Beatrix Kiddo é o tema central do filme. Um filme violento, cheio de impossíveis, que mistura vários géneros cinematográficos e musicais, com um resultado surpreendente. Ontem revi-o pela enésima vez e nunca me cansa. Aqui fica uma das cenas mais belas do final do 1º Volume.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sereia

Nas águas de Verão, à beira-mar, ela deixava-se ficar ao sabor das ondas rasteiras e imaginava que era uma sereia.
Arrastava-se, então, sob a areia e olhava para a praia cheia de gente e voltava para o mar, com vontade de lá ficar.
Nadava para mais longe, o mais longe possível, mergulhava contendo a respiração e fazia de conta que nada mais existia.
Da margem a mãe gritava-lhe: "Volta para trás...anda para aqui." Mas ela não queria regressar, porque nenhuma sereia pode viver em terra.
Terra seca, terra de gentes estranhas, barulhentas. O silêncio e a imaginação tomavam conta dela.

Confusão

Medo. Esperança.
Um dia de cada vez, mesmo que pleno de insegurança.

Puzzle onde faltam peças e onde não sei encaixar outras.
Persistência e coragem
mesmo percebendo que não tenho margem
que há coisas irremediáveis, insoluvéis.

Lilith perdeu-se há muitos anos atrás.
A tentação de fugir é enorme.
Fugir para onde, quando e como?
Tudo o mais são panaceias, entretantos, devaneios
para escapar à realidade.

Tic-tac, tic-tac, faz o relógio.
O tempo não pára.

domingo, 10 de outubro de 2010

Sonhos, projectos e metas.

Não concebo uma vida que se limite ao presente, embora seja adepta da máxima "um dia de cada vez". Sem sonhos, sem projectos e metas, corremos o risco de viver por viver e o deixar andar não encaixa com o meu feitio. Todos os dias repetimos gestos, cumprimos horários e obrigações, porque isso faz parte do sistema social em que vivemos mas, eis o mas, afundarmo-nos na mesmice dia após dia, acomodarmo-nos de olhar vidrado em frente a uma TV ou simplesmente metermo-nos numa cama e esperar que mais um dia amanheça, mais um dia igual a tantos outros, é dose. Ignorar a realidade com uns copos e conversa da treta, vai dar no mesmo.
Sonhar é fácil e quem não sonha?! Mas a força anímica para concretizar o sonho parte de nós. Eu sei que não é fácil e há sonhos impossíveis (ir à Lua, por exemplo), mas outros há que podemos alcançar com perseverança, trabalho e convicção.

Alturas houve, na minha vida, em que julguei que sonhar era uma anormalidade e que empreender a mudança seria um estigma de que nunca mais me livraria. Alturas houve em que tive medo (e ainda tenho) de enfrentar o desconhecido e desisti de projectos e metas, por julgar que não valia a pena. O tempo foi passando e passa, sim, muito depressa. Num mundo tão grande, com tantas coisas, porque me deixar ficar?! Porque não a revolução? Uma vez alguém me disse "a cada dia se morre um pouco". Outra pessoa, na véspera de morrer, disse-me: "Vive, não deixes de viver. Acabarás como eu." E vou acabar, sim. Todos nós!

Revolução. O mundo não seria o que é hoje se não tivessem existido homens e mulheres capazes de passar do sonho à acção. Muitos morreram pelas suas convicções, outros conseguiram mudar sistemas político-sociais e conquistaram a "imortalidade". Há que ter coragem e a coragem é uma das mais supremas qualidades humanas. É preciso agir.

Sonhos, projectos e metas. Sem eles não somos nada. Não há progresso, nem realização...só um intenso sentimento de frustração e uma vida perdida. Cada vez mais e mais e mais, sei que tenho de partir e voar. Abandonar medos, falsas seguranças e comodismos.  Lá fora há um mundo imenso que gira sem parar, cheio de lugares, gentes e modos de vida diferentes, que é preciso conhecer. Este país onde vivo já nada me diz e estou cansada dos mesmos lamentos, da mesma frase "que havemos de fazer", da mesma mentalidade de comadres, destituída de "sangue na guelra", plena de individualismo e de cobardia.

Voyage, voyage....


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Palavras

Palavras por dizer.
Palavras que se proferem em silêncio.
Palavras ditas que nada têm a ver,
com a verdade do pensamento.

Palavras escritas, tecladas.
Letras esparças,
verdades caladas,
inconsequentes.

É preciso saber ver o que está por detrás
das palavras.
É preciso saber lê-las e alcançar o seu significado
.

Construção

A cada dia que passa construímos qualquer coisa. Não me refiro a grandes obras arquitectónicas, mas a coisas simples, como uma ideia, uma amizade. No campo das relações humanas há construções que levam tempo, que precisam de bons alicerces, de paredes firmes e telhados que não voam com qualquer vento. Essas construções têm de ser cuidadas, pois se o trabalho de manutenção não for regular e bem feito, degradam-se e podem desabar. A menos, claro, que nos estejamos nas tintas para esse desabar ou até o desejemos.

http://www.youtube.com/watch?v=vEWXlrVfwQs&feature=related

Não me percas nunca mais (Miguel Gameiro)

Miguel Gameiro...muito bom. Do album "A Porta ao Lado". Afinal, ainda se fazem boas músicas e letras por cá. Pura poesia!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Parkour

Ouvi falar pela primeira vez no Parkour há coisa de dois anos, quando amigos da minha filha mais velha o começaram a praticar. Confesso que achei fascinante e desejei recuar no tempo para o poder fazer, dado que é uma arte que implica movimento, ultrapassar de obstáculos e liberdade.
O Parkour está a ganhar cada vez mais adeptos entre os jovens e, embora possa ser executado em qualquer espaço, é sem dúvida uma arte física urbana, que supera obstáculos feitos de cimento, grades e obriga o indíviduo a uma agilidade digna de um macaco.
Esta arte nasceu em França e não é um desporto radical, embora a exigência física e um certo grau de perigo nos possa levar a considerar com tal.
Eu adoro ver Parkour e aqui, para os meus lados, há um espaço onde ele é praticado.
Para quem quiser saber mais aqui ficam os link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Parkour  e http://www.parkour.pt/

Filhos

Pois é, já lá dizia o ditado popular "Quem tem filhos, tem cadilhos." Eu não sou excepção. Entrei na fase negra de qualquer mãe há já alguns anitos e a batalha continua - duas adolescentes é dose! Pior. Levo com elas em casa e depois nova réplica do terramoto na escola, onde sou massacrada com as mais variadas dúvidas existenciais e com os picos hormonais. Não estou esquecida do que se passou comigo quando tinha a idade delas e deles, mas....haja pachorra!
A minha filha mais nova completou os seus 13 anos e...deu-se a mudança. Levanta-se com duas horas de antecedência, antes de ir para a escola (que fica perto de casa) e esvazia o roupeiro, num veste e despe, veste e despe, sem parar. Anda irritada, mas como é extrovertida e sempre queixosa, lá vem enumerar-me diariamente as minhas extensas falhas como mãe - todos os dias, mas todos os dias "Mãe, temos de ter uma conversa séria." E todos os dias temos uma conversa séria sobre o colega que não se cala na aula, sobre o outro que é melga, sobre se aquela roupa se fica bem ou não, sobre eu não ouvir (tenho de ficar calada, não emitir opiniões senão está o caldo entornado). Os assaltos aos meus produtos de maquilhagem são constantes e destrutivos...mas nunca foi ela, é o gato que leva com as culpas.
A minha filha mais velha, quase a completar os 18 anos, recusa-se a falar. O namorado foi corrido por mim (embora goste bastante dele), mas não tenho orçamento para suportar os ataques dele ao frigorífico, nem mais boxers no estendal. Anda agastada, desvairada e sente-se vítima de uma enorme injustiça - era suposto, em vez de duas filhas adolescentes, ter três filhos (ele era o terceiro). Já esburacou quase tudo o que havia para esburacar - percings no umbigo, no lábio, na língua...e vêm mais a caminho. O dinheiro corre, para isto, para aquilo.
Filhas adolescentes são um desafio constante. Visto-me de paciência, mas há alturas em que tenho ganas de correr tudo à paulada. Mas, são o meu alento, o meu apego maior, a minha âncora.


sábado, 2 de outubro de 2010

Fico ou vou?

Estou aqui há muito tempo.
Faço parte do eterno, do infinito.
Foi um sopro, um momento do acaso, que me pôs neste mundo.
Nele conheci o amor e o ódio.
A paixão e a violência.
Acho que já vi e senti tudo o que é possível ver e sentir.

Quero partir, regressar ao cosmos.
Quero e não posso. Suprema tortura.
Não me chamem egoísta, porque o não sou.
Digam apenas que sou altruísta.

Quero ir, preciso de ir.
Podia até ficar. Assistir a degradação com complacência.
Mas, não. Não quero. Tenho esse direito.
Nem Deus, nem o Homem mo podem tirar.

Estou aqui há muito tempo.
Conheci o amor e o ódio.
A paixão e a violência.
Gritei em silêncio vezes sem fim.
Obriguei-me a chorar por mim.
Não há palavras, teorias, religiões que me tirem deste caminho.

Sou louca? Sou e quero lá saber...
Fico ou vou? Não sei.

Recordações...outra vez?!

Quantas coisas já tinha esquecido. Quantas memórias vagas, semelhantes a sonhos mergulhados na neblina do incerto. Locais, nomes de pessoas, coisas que fiz, loucuras. Nada como a memória dos outros para nos fazer recordar e espantar: "Eu fiz isso?!"

Foram, de facto, outros tempos, os dos anos 80. Lembrando um amigo que glorificou a "moda" Hippy, só me recordo mesmo da influência anglo-saxónica daqueles tempos. Claro que havia outros...mas nem davamos por eles. A nossa casa era o Bairro Alto, mas o Bairro Alto do antigamente - cheio de tascas, putas velhas e casas de fado. Lembro-me, agora, de uma vez ter abordado um prostituta de esquina, não sei porquê e ela me ter dito: "Não fale comigo, menina. Olhe que fica mal-vista." Era já uma mulher velha, mas recordo vagamente, de conversarmos várias vezes numa mesa de tasca e de ouvir dela conselhos. Que tempos aqueles!
Quantos de nós se perderam pelo caminho?! Quantos de nós já tivemos filhos, engordámos e perdemos cabelo?! Quantos ideais se foram em prol do que tinha de ser, tinha mesmo de ser de acordo com as regras desta sociedade.
Outras gerações vieram e com elas outras modas, outras formas de "curtir". Sem darem conta repetem modelos antigos, que julgam novos. Começam mais cedo o que começámos mais tarde.
O mundo continua a girar e os ponteiros do relógio também. A história repete-se, com algumas variações, ligeiras. Eu?! Continuo a vestir-me de preto.

Outra recordação

Reencontro

Há quanto tempo não nos viamos? Cinco, seis anos? Demasiado tempo. 
Passámos toda a nossa infância, adolescência e até parte do começo da vida adulta, juntas. Sei que não era uma pessoa fácil de aturar, que fugias de mim para não te massacrar - eu era um demónio! Hoje, quando fomos ao café na Rua da Lapa, lembraste-te logo da escada onde te tranquei um dia, quando vinhamos da escola. E rimos. Rimos, mas disseste: "Fiquei traumatizada com isso." Tinhamos que idade? Sete, oito anos? Não sei. Mas que má eu era! Não era uma questão de maldade...eu não sabia como, já naquela altura, exprimir de forma correcta o que sentia e desejava. Sofria. Sofremos. Que infância a nossa! Tu passavas horas intermináveis a dormir e eu, acelerada, desperta, lá ia moer-te a cabeça, atirava-me para cima de ti...lembras-te? E a tareia monumental que dei, por ciúmes, na outra Teresa, no quintal da tua casa...lembras-te?
Recordo as nossas idas e vindas do Bairro Alto, do Rock House (Jukebox). Dos bagaços, das garrafas de vinho verde, daquelas mistelas que faziamos - açorda de delícias do mar -, das minhas entradas intempestivas na tua casa, pela porta ou pelos muros dos quintais. Quantas vezes é que a tua mãe me pôs na rua? ahah
Nunca fui uma boa amiga, eu sei. 
Não foi a vida que nos separou...fui eu que me separei da vida e de ti. Eu segui os padrões, contrariada, que nos inculcaram desde pequenas e perdi-me. Tu resististe. Mas, hoje, estamos no mesmo impasse.

Hoje foi o reencontro. Estamos mais velhas, mais maduras, aprendemos muito...mas, somos nós outra vez. Quando te vi, a atravessar a rua, pensei: "Bolas, és tu...que saudades de ti!" Aquele abraço deu-me uma alegria enorme..."É a Teresa...a Teresa...!"

E a Teresa continua a ser aquela rapariga com uma vida interior imensa, reflexiva, cheia de coisas para dar e com muito para receber. Somos tão parecidas e nem demos conta disso. Tão, mas tão parecidas, que até os mesmos erros cometemos...

Disseste-me...tenho ainda as tuas caricaturas....volta a fazer isso, volta a desenhar e a escrever.

Já não vais escapar mais, Teresa. Voltei, para ficar.

Lembras-te?



Os meus agradecimentos a uma certa pessoa, que tornou isto possível indirectamente.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Amo-te

...e vou esperar por ti.