quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Still Life


Nem sempre estive onde devia estar e nem sempre fiquei onde devia ficar.
Cheguei atrasada sem querer e adiantada sem o saber.
Quis e não quis, ignorei com vontade ou sem ela o óbvio e o nem por isso.
Tantos gestos e vozes que passaram por mim e através de mim sem que me desse conta. Paisagens das quais me escaparam os pormenores, nada mais.
Momentos fugazes, tão cheios de tudo e de nada. Impermanência e vontade dela. Quantos caminhos não percorridos e tantos deixar –me ficar à beira da estrada. E outros tantos  através dos quais corri em busca de algo que julgava existir e do que existia mesmo.
Alegrias, tristezas, gritos e silêncios. Coisas sem sentido e outras tantas cheias dele.


terça-feira, 1 de maio de 2012

Desilusão

Com o avançar da idade e com a experiência que a vida nos vai concedendo, vamos aprendendo a nos defender das desilusões. Elas fazem parte de nós, vão-se acumulando, abrem-nos olhos para a realidade e dão um pontapé nos sonhos. Mesmo assim vamos teimando em acreditar, tendo esperança, fé de que ainda exista algo ou alguém que marque a diferença. Inevitavelmente acabamos por nos colocar a jeito para mais uma desilusão.

As minhas desilusões já são tantas, que deixei de me iludir.